Sentimental.

on 26 de maio de 2012



Eu mudo conforme as horas
Conforme os sons, os sabores, os dias.
Talvez por ainda não ter encontrado quem eu sou
Ou por não quer aceitar quem eu já descobri ser.

Trago no corpo marcas desajeitadas dos conflitos contra mim mesma
Mas não tão profundas como as cicatrizes mentais que eu
criei com as ilusões e as atitudes mal pensadas.

Hoje aprendi a chorar em silêncio para não
custar mais uma lágrima de um outro alguém.
Poucos entendem, pois a grande parte nunca pára para pensar
que aquele sofrimento não lhe tem significado, mas para o outro tem.

Por trás de um sorriso, há tanto martírio.
Por trás de uma história, pode haver uma ou mais versões
Bem como por trás do silêncio, há inúmeros sentimentos que não
permitem ser esboçados ou palavras aprisionadas por medo da condenação.

Já bastou uma vez ser condenada por teus olhos...
A minha dor sempre vai existir mesmo que teus olhos passem a me ver como
há algum tempo.
Prefiro mantê-la minha, a dividi-la contigo e matar novamente o teu sorriso.

M. Duarte



.Revolução.

on 5 de maio de 2012


A evolução, meu caro cidadão que lê, vem com o tempo, vem com as dores, com as alegrias, pois tudo soma,tudo faz parte de um propósito maior. Tem dias que a fé nos abandona e perdemos essa consciência, porém, querendo ou não, a vida inteira é uma lição. Todo pequeno ato nos molda, aos poucos nos faz ficar da melhor forma. Cada dia que se incia é uma nova chance de fazermos do nosso próprio caminho um reflexo do nosso crescimento.
Olhe para trás e veja o quanto a vida já lhe proporcionou. Se, apesar de cada tropeço, um pouco depois, lhe foi dada a calmaria. Agora só resta a você saber se você soube aproveitar cada oportunidade.
A gente colhe pelo caminho tantas coisas, boas, ruins e algumas indiferentes. A gente acaba aprendendo a reconhecer o que é verdadeiro, o que tem valor, o que nos faz bem e aprende também a ignorar tudo que não venha somar, que não venha pra no tornar melhores do que um dia nos já fomos. Porque essa é a lei da vida: crescer! 
Sempre crescer!




Jack Diniz e M. Duarte

Cheio de vazio.

on 15 de janeiro de 2012


Poucos são aqueles que amam e são retribuídos
Pode ser egoísmo, um querer idealizado e desmedido
Porém, com quem nunca sonhou?

Um vazio que vai e volta, que machuca e desencanta
Por vezes é escondida...
Por um líquido geralmente meio amargo ou uma fumaça que alivia.
Enquanto os sinto em seus lábios, impregnado em meu corpo,
a felicidade é mais fácil de ser sentida.

Há sempre um motivo, há sempre a hora certa.
Nunca sabemos quando será, o que fazer, o que esperar.
Só não quero ter que desistir.

M. Duarte








*Imagem retirada do google.

.No meio termo.

on 28 de novembro de 2011


Eu e o meio termo
Entre o bem e o mal estar
Entre o desapego e a falta de um sentimento verdadeiro
Que dure mais que uma estação

Que nem seja forte, nem seja bravo.
Que seja leve... Que traga penas e não pesar.
Que seja sutilmente doce e, assim, inesquecível.

Que para vida seja o equilíbrio
Quase impossível
Buscado infinitas vezes
Nos mais profundos olhares

Tanta coisa fica sem sentido
Por mais bela que tenha sido
Entre dois, muitos caminhos.
Ainda não encontrei o que durasse
Mais que um verão.

Jack Diniz e M. Duarte

http://sinuadoespelho.blogspot.com

Bem me quer, mal me quer

on 22 de agosto de 2011

De pouco a pouco enche a taça. Bebe com cuidado para não quebrar.
Esquenta o sangue. Faz fervilhar.
A mente esperneia, gritante. Mescla de anseios.
Não quero sofrer.
Não entendo, nem quero. Evita doer.
O momento é sentir. Intenso e desejável.
Será que faz tão mal querer?
O além distante. Carente de sim e de não.
Tampouco importa, é só uma volta para divertir.
Bem me quer, mal me quer, brincadeira infantil.
E por que só ela me lembra você?
Intimidade aos poucos...
Para não perder a graça ou virar desgraça, pois toda moeda tem sempre dois lados.

M. Duarte

Fevereiros Passageiros

on 16 de agosto de 2011


Eu quero é mais carnavais. Fantasias, máscaras e aquela dose de esquecimento. Quero mais momentos. Calor, magia, como se tudo fosse feito de amor. Meu caso é de descuido. Mas às vezes dá um nó no pensamento que a vida se encarrega de cegar. E nó cego ninguém desata. Essa é a graça. A vida nos embala com canções de ninar e estrondos de dor e você escolhe a trilha que vai lhe guiar.
Tem mais um lugar logo à frente cheio de água turva, e em tempos assim não se sabe o que se tem dentro d'água. Mas o cuidado é tão pequeno diante da curiosidade que meu corpo tem. Descobrir se me fará bem ou se é veneno. Na dúvida se exita, mas em épocas de carnaval todo impulso é verdadeiro e não descuido, e todo mundo vive feliz. Ah! Se todo dia fosse dia de carnaval!

M. Duarte & Jack Diniz

É sentimento...

on 13 de agosto de 2011



O importante é sentir... Aquilo que te faz bem
Seja passageiro ou não.
Nomeações são superficiais... É desejo, é vontade, é descoberta.

O importante não é falar... Aquilo que sente
Seja pensado ou não
Palavras são fáceis de desfigurar... É toque, é calor, é arrepio.

Ninguém é tão doce quanto parece
Tampouco tão vil quanto demonstra
Tudo depende do momento... É veloz, é cativante, é sentimento.

Ninguém é tão fácil constantemente
Tampouco age sempre sinceramente
Não gosto de pensar nos planos... é claro, é lógico, é falho.

O importante não é quanto se gasta... mas com o quê
Tento não pensar no tempo
É irrelevante, trapaceiro, pequeno.

M. Duarte e Alisson Nascimento