.Reaprendendo.

on 6 de dezembro de 2010


Começou como uma distração. Uma conversa a toa para ocupar as tardes vazias. Na verdade, esse era o meu único intuito. Porém uma conversa leva a outra, e de repente, pensamentos se completavam em uma linha tênue tornando as diferenças pequenas demais para serem consideradas.
Em um primeiro momento pensei em desistir. Por quê? Talvez o medo de recomeçar. Mas não há nada mais belo que aprender uma nova forma de sonhar. Reaprendi a sentir. A querer. A me entregar. Com você senti sentimentos já sentidos, porém com um novo sabor. O sabor de fresco. De sincero. Sem ressentimentos paralelos. Entre erros e tropeços, reaprendi a caminhar ao seu lado. Confiei em segurar sua mão e não me arrependo de ter arriscado um novo caminho para ser feliz.


M. Duarte

Ao som de Regina Spektor - Love Profusion [http://www.youtube.com/watch?v=64mdCi95ySs]

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on 20 de novembro de 2010


Perda de tempo... esquecer
Talvez porque te querer seja tudo que eu quero
Olha bem em meus olhos e digas o que vê
um pouco de sofrer, talvez
Mas quem é o pobre coitado que não sabe viver,
que nunca acreditou no amor.
Se hoje te vejo, não sinto medo, pois olhei em teus olhos
e não vi mais a confusão
Porém os meus são enganosos, pois temem dizer que a confiança
depende mais de meus próprios demônios do que de você.


M. Duarte

.Devaneio.

on 27 de outubro de 2010


Numa noite solitária, fria, ao mesmo tempo, tão bela.
Ali, estava ela, observando pela janela, à espera...
Mas de quem? Do que? Por quê?
De repente... surgiu!
Havia alguém na rua a olhá-la...
Quem seria àquela hora da madrugada?
Impossível reconhecer naquela escuridão...
Que sentimento inquietante agora ela sentia, ela sabia que o conhecia, mas como tinha certeza se era irreconhecível?
Seu coração lhe dizia, gritava, explodia em seu peito!
Correu à porta, abriu e ouviu os passos do estranho se aproximando.
A luz fraca do poste iluminou o rosto do estranho... ela sorriu... seu coração não havia cometido nenhum engano.
Ele a olhou atentamente, admirando-a por entre as vestes levemente transparentes.
Beijou-a...
Ela perdeu-se na imensidão do espaço...
Perdeu toda e qualquer sensatez...
Então, ela o pergunta: “Quem é você? Qual seu nome? De onde vens?”
Ele apenas sorri... toca-lhe o resto de forma tão gentil!
Dar-lhe as costas e parte em meio à escuridão.
Então, ela acorda, olha para o lado, e suspira ao ver...
Um marido embriagado, dormindo um sono pesado, após satisfazer-se em algum bordel.


M. Duarte

.Cansaço.

on 22 de outubro de 2010

Com você nada é para sempre
Somente é enquanto você está bem
Só há vontade em suas palavras
durante um dia da semana
No restante eu sou apenas alguém que estar ali.

É facil dizer "eu adoro você"
Mas as pequenas ações sempre valem mais
que uma grande palavra

Se eu lhe peço, não entendo
Se eu deixo, não me importo
Porém não é pecado querer um pouco mais de atenção.


M. Duarte

.Entorpecente.

on 29 de setembro de 2010




Pessoas para conversar
Em nenhuma
Vontade verdadeira
Sua ausência me causa náuseas
Temo que demore a passar

Espero acordar
Com um sorriso seu
E que assim meu dia
Não seja mais um
Preto e branco
Sem som

Eu queria ver a luz
Mas tem uma sombra
Me impedindo de enxergar
Eu quero seguir em frente
Mas tem algo me fazendo voltar

Deve ser o sorriso
E entorpece
Faz querer
Que tudo volte com você
De um jeito diferente
De um jeito
Que só a gente entende
De um jeito
Que o calor quando bate
Realmente esquente
Sem a frieza
De seres
Tão pobres


Jack Diniz e M. Duarte

.Dias.

on 17 de setembro de 2010

Há dias bons... E dias incompreensíveis.
Dias em que você acorda, mas mantém os olhos fechados, pois não quer enfrentar o dia miserável que lhe chama para enxergar o céu nublado a sua frente.
Nesses dias, o tempo parece parar, mas somente para você.
Você permanece no mesmo lugar...
Nesses dias, até mesmo aquilo que você sonha não parece ter sentido e o sentimento que faz girar o mundo é somente mais um sentimento banal.
Nesses dias, você sente o gosto amargo da solidão...
E esses dias, eu conheço bem...
Poucos são os dias bons...

M. Duarte

.Prefácio.

on 4 de setembro de 2010


O céu adotava uma tonalidade amarelada, puxando, aos poucos, para o laranja até alcançar o seu ápice com um vermelho intenso. Tudo aquilo acontecia tão rapidamente que seus olhos mal conseguiam acompanhar. Olharam-se por um instante  e Morgana viu o olhar mais puro do mundo, com um brilho tão cativante, que encobria aquele que o sol já emitia timidamente no céu. Um olhar apaixonante, ora maroto, ora sereno. Um olhar que jamais esqueceu. Por causa dele, apaixonou-se sem querer. E se perdeu para sempre naqueles olhos amarelos.

M. Duarte