.Devaneio.
Numa noite solitária, fria, ao mesmo tempo, tão bela.
Ali, estava ela, observando pela janela, à espera...
Mas de quem? Do que? Por quê?
De repente... surgiu!
Havia alguém na rua a olhá-la...
Quem seria àquela hora da madrugada?
Impossível reconhecer naquela escuridão...
Que sentimento inquietante agora ela sentia, ela sabia que o conhecia, mas como tinha certeza se era irreconhecível?
Seu coração lhe dizia, gritava, explodia em seu peito!
Correu à porta, abriu e ouviu os passos do estranho se aproximando.
A luz fraca do poste iluminou o rosto do estranho... ela sorriu... seu coração não havia cometido nenhum engano.
Ele a olhou atentamente, admirando-a por entre as vestes levemente transparentes.
Beijou-a...
Ela perdeu-se na imensidão do espaço...
Perdeu toda e qualquer sensatez...
Então, ela o pergunta: “Quem é você? Qual seu nome? De onde vens?”
Ele apenas sorri... toca-lhe o resto de forma tão gentil!
Dar-lhe as costas e parte em meio à escuridão.
Então, ela acorda, olha para o lado, e suspira ao ver...
Um marido embriagado, dormindo um sono pesado, após satisfazer-se em algum bordel.
M. Duarte
.Cansaço.
Com você nada é para sempre
Somente é enquanto você está bem
Só há vontade em suas palavras
durante um dia da semana
No restante eu sou apenas alguém que estar ali.
É facil dizer "eu adoro você"
Mas as pequenas ações sempre valem mais
que uma grande palavra
Se eu lhe peço, não entendo
Se eu deixo, não me importo
Porém não é pecado querer um pouco mais de atenção.
M. Duarte
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