.No meio termo.

on 28 de novembro de 2011


Eu e o meio termo
Entre o bem e o mal estar
Entre o desapego e a falta de um sentimento verdadeiro
Que dure mais que uma estação

Que nem seja forte, nem seja bravo.
Que seja leve... Que traga penas e não pesar.
Que seja sutilmente doce e, assim, inesquecível.

Que para vida seja o equilíbrio
Quase impossível
Buscado infinitas vezes
Nos mais profundos olhares

Tanta coisa fica sem sentido
Por mais bela que tenha sido
Entre dois, muitos caminhos.
Ainda não encontrei o que durasse
Mais que um verão.

Jack Diniz e M. Duarte

http://sinuadoespelho.blogspot.com

Bem me quer, mal me quer

on 22 de agosto de 2011

De pouco a pouco enche a taça. Bebe com cuidado para não quebrar.
Esquenta o sangue. Faz fervilhar.
A mente esperneia, gritante. Mescla de anseios.
Não quero sofrer.
Não entendo, nem quero. Evita doer.
O momento é sentir. Intenso e desejável.
Será que faz tão mal querer?
O além distante. Carente de sim e de não.
Tampouco importa, é só uma volta para divertir.
Bem me quer, mal me quer, brincadeira infantil.
E por que só ela me lembra você?
Intimidade aos poucos...
Para não perder a graça ou virar desgraça, pois toda moeda tem sempre dois lados.

M. Duarte

Fevereiros Passageiros

on 16 de agosto de 2011


Eu quero é mais carnavais. Fantasias, máscaras e aquela dose de esquecimento. Quero mais momentos. Calor, magia, como se tudo fosse feito de amor. Meu caso é de descuido. Mas às vezes dá um nó no pensamento que a vida se encarrega de cegar. E nó cego ninguém desata. Essa é a graça. A vida nos embala com canções de ninar e estrondos de dor e você escolhe a trilha que vai lhe guiar.
Tem mais um lugar logo à frente cheio de água turva, e em tempos assim não se sabe o que se tem dentro d'água. Mas o cuidado é tão pequeno diante da curiosidade que meu corpo tem. Descobrir se me fará bem ou se é veneno. Na dúvida se exita, mas em épocas de carnaval todo impulso é verdadeiro e não descuido, e todo mundo vive feliz. Ah! Se todo dia fosse dia de carnaval!

M. Duarte & Jack Diniz

É sentimento...

on 13 de agosto de 2011



O importante é sentir... Aquilo que te faz bem
Seja passageiro ou não.
Nomeações são superficiais... É desejo, é vontade, é descoberta.

O importante não é falar... Aquilo que sente
Seja pensado ou não
Palavras são fáceis de desfigurar... É toque, é calor, é arrepio.

Ninguém é tão doce quanto parece
Tampouco tão vil quanto demonstra
Tudo depende do momento... É veloz, é cativante, é sentimento.

Ninguém é tão fácil constantemente
Tampouco age sempre sinceramente
Não gosto de pensar nos planos... é claro, é lógico, é falho.

O importante não é quanto se gasta... mas com o quê
Tento não pensar no tempo
É irrelevante, trapaceiro, pequeno.

M. Duarte e Alisson Nascimento 

.Bifurcações.

on 26 de junho de 2011

Pensei que desta vez seria diferente
Não acabaria de repente
Onde o carinho termina se tornando solidão.

São as lembranças que nos ajudam a prosseguir
Guiam o caminho pelo qual devemos ir
E mostram quais as ruas se transformaram em desilusão

Às vezes é preciso esquecer que aquilo um dia te fez bem
E se permitir traçar uma nova rota a seguir.

M. Duarte

Título por: Jack Diniz

.Círculo Vicioso.

on 17 de junho de 2011

São tantos gostos e desgostos
Tornou-se um círculo vicioso
Entre tantos 'não' e 'sim'

Caí no marasmo
Entreguei ao acaso
Porém, sendo verdadeiro, não acaba assim.

A razão que ainda me cabe
Não sabe se vale a pena gostar tanto, se doar sem restrição
Porém, dizem que mesmo que não seja a escolha correta
Nunca se erra por escolher com o coração.
M. Duarte

.Subjetivismo.

on 9 de maio de 2011

Talvez eu não queira dormir
Por medo de sonhar
Sonhar com aqueles planos inalcançáveis
Sentimentos indecifráveis que nunca passarão do plano do inconsciente
Renego ao meu subjetivismo romântico
Para encontrar a tranquilidade em mim
Talvez escolha a loucura, às vezes tão mais sadia que a dor de um são
Se faço alarde por nada, tampouco me importa
Só não pretendo viver uma felicidade irreal que me é negada a cada início de semana
Se meus defeitos lhe são tão mortais
Peço desculpas, mas cada um deles forma um dos 'eus' que sou.



M. Duarte
on 7 de fevereiro de 2011

Sinto-me jogada às traças
Um livro empoeirado guardado numa caixa de mudança
Não foi assim que lhe conheci
Não era assim que você me fazia sentir
Imaginei um mundo colorido a nossa frente
Sinto-me ainda feliz apenas de te ouvir acordar
Mas este sentimento nunca prevalece até o anoitecer
Tento fazer o correto, a aceitando sem me mutilar
Mas o fracasso sempre me persegue
Assim como a incerteza de que um dia lhe farei feliz.
Tenho medo de correr em vão
Tenho medo de desistir...
Pois por mais que eu tente voar, meu coração ainda ficará contigo
Porque eu ainda continuo lembrando de como lhe conheci
Foi uma voz que me apaixonou
E tudo que aconteceu depois me levou a sonhar com um futuro quase perfeito ao teu lado
Ainda sonho... Ainda sinto... Ainda tento.
Por quê?
Porque, apesar de tudo, meu coração ainda palpita quando ouço 'amo você'.

M. Duarte